Nathan Estevão assume a defesa de acusados preso na operação Monte di Pietà

22/02/2017

Uma operação contra uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes em policiais militares e militares das forças armadas da reserva e pensionistas foi deflagrada, nesta quarta-feira (21), no Espírito Santo e em Minas Gerais. A ação, comandada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ocorreu em Vila Velha e Piúma, além de cinco municípios mineiros - Belo Horizonte, Contagem, Ibirité, Itaguara e São João do Manteninha.

De acordo com as investigações do MPMG, o grupo atuava, em sua maioria, contra pessoas idosas ou portadoras de doenças graves. Os levantamentos ainda não foram concluídos, mas as investigações apontam para a existência de mais de 500 vítimas do grupo criminoso.

Segundo o Ministério Público mineiro, os investigados atuavam ludibriando as vítimas com falsas alegações de que teriam direito a vantagens em dinheiro em virtude de ações judiciais exitosas contra entidades de previdência privada ou de seguros de vida.

No mês de dezembro, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão e a 15 mandados de prisão preventiva, expedidos pelo Juízo da Vara de Inquéritos Policiais da Comarca de Belo Horizonte. Os mandados foram cumpridos em estabelecimentos comerciais e nas residências dos investigados, que responderão pelos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro.

A operação, denominada Monte di Pietà, contou com a participação de dois promotores de justiça, um delegado de Polícia Civil e 92 policiais militares de Minas Gerais, além de um promotor de justiça e 18 policiais militares do Espírito Santo. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde se localizava a maioria dos locais das buscas e dos membros da organização presos, a ação contou com o apoio de policiais do Batalhão Rotam.

Para Nathan Estevão que faz parte da tribuna de defesa de dois acusados em tal operação a investigação está eivada de nulidades e absolvição é certa no caso.

Monte di Pietá

A operação foi batizada de Monte di Pietá em alusão às instituições de caridade e sociedades privadas de ingresso voluntário surgidas no século XV, na Itália, como forma de combater a usura. Nelas, os pobres poderiam obter uma quantidade de dinheiro e penhorar seus pertences para satisfazer suas necessidades mais básicas no futuro, tais como amparo em caso de doença, prisão, incapacidade e morte.

As instituições italianas deram origem aos montepios no Brasil, entidades mais antigas de previdência social, referidas pela organização criminosa em diversas ocasiões para enganar suas vítimas.